quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Senadores apóiam PEC de Acir Gurgacz


Cerca de 1/3 do total de senadores apoiaram, na tarde de ontem (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de número 31/2010, de autoria do senador Acir Gurgacz (PDT/RO). A proposta tem como objetivo simplificar a tributação do ICMS: reduzir a carga tributária incidente sobre produtos-chave na economia e introduzir a uniformidade de alíquotas em todo o território nacional.

Acir Gurgacz defende a ideia de que a carga tributária alta compromete muito o desenvolvimento do país. “O ideal seria uma tributação que acompanhasse a produção e que suprisse as necessidades do governo federal sem que a população sofresse prejuízos, de forma haver a necessidade de um equilíbrio entre atender às necessidades da população e o mercado financeiro”, declarou.  

Para o senador, o Brasil vive um momento de grande euforia com a descoberta de gigantescas reservas de petróleo. A produção de óleo bruto em solo pátrio já supera o consumo nacional. O país já é exportador líquido de gasolina. Em breve haverá a construção de novas refinarias, que nos darão a tão esperada autosuficiência na produção de óleo diesel. Contudo, esse quadro altamente favorável, até o momento, não propiciou uma descompressão dos preços desses dois produtos derivados do petróleo (gasolina e óleo) essenciais para toda a população. “Os altos preços vigentes somados à valorização do Real posicionam a gasolina e o diesel brasileiro entre os mais caros do mundo, prejudicando a competitividade nacional e asfixiando os consumidores”, enfatizou Acir.     

Entre as propostas sugeridas uma delas é de fixar alíquotas uniformes nas operações internas com a gasolina e o óleo diesel, que não ultrapassem 15% e 5%, respectivamente. Além da revogação do inciso IV do § 4° do artigo 155, também proposta, é medida decorrente do dispositivo novo sugerido. Essa manutenção de ambos no texto constitucional equivaleria atribuir a duas instâncias distintas: o Senado e o Conselho Nacional de Política Fazendária; a mesma competência de definir alíquotas do ICMS para combustíveis.

Atualmente existem cinco tributos sob os combustíveis; o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS); a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Relativa às Atividades de Importação ou Comercialização de Petróleo e seus Derivados, Gás Natural e seus Derivados e Álcool Combustível (CIDE-Combustíveis); a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS); a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e o Imposto de Importação.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Senador participa de Encontro Binacional sobre Políticas de Fronteiras em Guayramerin



Com o propósito de reunir autoridades brasileiras e bolivianas para discutir a situação social, cultural e econômica das duas nações, a prefeitura de Guayaramerin, no país vizinho, realizou no domingo último (06) o I Encontro Binacional sobre Políticas de Fronteiras. O senador Acir Gurgacz (PDT), representante brasileiro para a intermediação das discussões, abriu o debate falando da importância do desenvolvimento com a responsabilidade social. Segundo ele, este é um momento importante para os dois países, a considerar as necessidades imediatas de políticas mais eficazes para a região.

Dentre as pautas discutidas estiveram a construção da ponte binacional que ligará o Brasil pelas BRs 421 e 425 a Bolívia. Também a situação de estudos de impactos para a hidrelétrica de Ribeirão, com financiamento do governo brasileiro. O corredor bioceânico, saúde e educação, zona franca e meio ambiente foram temas discutidos pelas autoridades presentes.

Além do senador Acir Gurgacz (PDT), participaram o senador Valdir Raupp (PMDB) e deputada federal Marinha Raupp (PMDB). Empresários, vereadores e o prefeito Atalíbio Pegorini da cidade de Guajará-Mirim representaram os bolivianos. A assinatura de uma carta de intenção e a visita as obras da rodovia do lado boliviano fizeram parte do encontro. Durante os debates, ficou evidenciada a importância da construção da ponte para a economia do Brasil e da Bolívia.

Os parlamentares brasileiros também conheceram as obras de preparação para o asfalto que estão sendo executadas como parte do projeto de integração entre os dois países. De acordo com o prefeito de Guayaramerín, José Alexander Gusmán Maldonado, a partir deste encontro espera-se se que seja construída uma agenda que possa contribuir com a efetivação das obras da ponte binacional.

Acir Gurgacz recebe título de Cidadão Honorário de Guayaramerin

O senador Acir Gurgacz, durante o Encontro Binacional sobre Polítcas Fronteiriças, em Guayaramerin, na Bolívia, no domingo último (06), recebeu o título de Cidadão Honorário da cidade boliviana pelo empenho e luta destinados ao desenvolvimento da região. Na oportunidade, as autoridades presentes congratularam o senador e dispuseram recomendações de cordialidades.
Para o senador Acir Gurgacz, a boa recepção boliviana, ao anunciar o orgulho pela presença do visitante, é uma demonstração de especial reconhecimento pela sua representatividade. Para ele, o Encontro produziu efeitos importantes e foi possível discutir questões urgentes, tais como a construção da ponte internacional, dentre outros.
Ao comentar sobre o assunto, o senador Acir Gurgacz destacou a importância de produzir progresso harmonicamente. “Precisamos pensar a questão da fronteira, avaliando o comércio e a nossa gente”.

Segurança acima de tudo

Rondônia aceita o remanejamento de presos de Catanduvas ou de outros presídios do Brasil. É função de nosso Estado contribuir para a segurança em todo o Brasil. No entanto, é necessário que todos os cuidados com relação à segurança sejam tomados. Não queremos que Porto Velho se transforme em um novo pólo de transmissões de ordens do crime organizado no país.

Estou vendo com preocupação os eventos que ocorreram no Rio de Janeiro nas últimas semanas. Não é hora de festejar, não é hora de otimismo. Tenho lido e ouvido pessoas falando que foi um duro golpe sobre o tráfico. Tenho minhas dúvidas. Acho que foi um momento histórico, onde forças federais e estaduais atuaram juntas com segurança e respeito ao cidadão, mas acho que foi apenas um começo. Em pronunciamento que fiz no Senado Federal destaquei que é necessário executar agora uma série de ações para evitar que aquela operação tenha sido em vão.

Proposta de Acir Gurgacz deverá gerar pelo menos um milhão de empregos

Acir propõe mudanças na Lei do Microempreendedor Individual


O Microempreendedor Individual (MEI) é voltado para os empresários individuais com receita bruta anual de até R$36 mil. O Projeto de Lei de número 195/2010, de autoria do senador Acir Gurgacz (PDT/RO), propõe algumas alterações na Lei Complementar 128/2008, entre elas, o aumento da receita anual para R$72 mil e a possibilidade de contratação de até dois funcionários.
Hoje existem alguns requisitos para aderir ao MEI, como: o empreendedor deve auferir receita bruta anual de até R$36 mil; não pode realizar cessão ou locação de mão-de-obra e devem ter no máximo um empregado. Para  Acir Gurgacz, o acréscimo em 100% da receita e o aumento de mais um funcionário contribuíram para a diminuição da informalidade, além de fomentar a geração de emprego. “Esse valor de R$36 mil é muito baixo o que tem motivado a informalidade, simplesmente pelas pessoas temerem a regularização e os impostos que vêm com essa tomada de decisão”, enfatizou.  
Pequenos empreendedores como manicures, sapateiros, carpinteiros, comerciante, cabeleireiros, barraqueiro, artesãos, entre outros, podem ser beneficiados com a Lei de Microempreendedor Individual (MEI), que tem como objetivo facilitar a formalização da atividade dos pequenos empreendedores nos setores industrial, comercial e de serviços. O ponto principal desta Lei é estimular as pessoas  deixarem a informalidade das suas atividades empresariais.
Os empreendedores que aderem ao MEI passam a ter uma série de benefícios como: obter um CNPJ, alvará, acesso à linhas de crédito, participação em licitações públicas, entre outros.  “Alguns entraves ainda atrapalham não apenas as pequenas empresas, mas os indivíduos que estão batalhando na informalidade e tentando, com muito trabalho duro, conquistar o pão de cada dia. Em Rondônia, por exemplo, existem cerca de 100 mil empreendedores trabalhando na informalidade, dentro de um universo regular de apenas 19 mil cadastrados”, afirmou o senador.
Na avaliação do Sebrae, com a criação do Microempreendedor Individual cerca de 10,3 milhões de negócios informais existentes no País poderão ser beneficiados com a adesão ao MEI. A carga tributária atribuída ao MEI é bem menor que a exigida da microempresa, cabendo recolher valor fixo mensal de R$56 independente da renda bruta. Sendo que R$46,65 como contribuição a Seguridade Social (INSS), agregado de R$1 de ICMS e R$5 de ISS. “Outra vantagem para o pequeno empreendedor é que será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento do Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL”, disse Acir Gurgacz.

Saiu no Rondoniaovivo

DNIT publica licitação para duplicação da BR-364

Com a duplicação da Ponte sobre o Rio Machado, em Ji-Paraná, um novo gargalo tornou-se eminente, a BR- 364, no perímetro urbano do município. Enxergando essa necessidade, o senador Acir Gurgacz (PDT), tem trabalhado incansavelmente na resolução deste problema. E como resultado deste empenho, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) publicou no Diário Oficial da União do último dia 29 de novembro, a licitação das obras de revitalização da BR-364. O projeto prevê a recuperação, a conservação da rodovia e a tão desejada duplicação da via em Ji-Paraná.
A Associação Comercial e Industrial de Ji-Paraná (ACIJIP), que tem como objetivo a defesa dos interesses da economia do município, do Estado e do País, em especial o de defender, assistir, amparar, orientar, instruir e coligar as classes empresariais, indústria e comércio que representa, dentro dos princípios da livre iniciativa, agradece o emprenho do Senador Acir Gurgacz na resolução dos problemas relacionados ao município de Ji-Paraná.
“Estamos muito satisfeitos com mais esta obra de tão grande importância para o nosso município. Com o acelerado crescimento de Ji-Paraná, obras de infraestrutura são vitais. Nós, que fazemos parte da ACIJIP, agradecemos o empenho do Senador Acir Gurgacz em destinar recursos para duplicação da BR- 364”, afirmou Marcito Pinto, presidente da ACIJIP.
Além da preocupação com a tão sonhada duplicação da BR- 364, o senador Acir Gurgacz solicitou ao DNIT que seja realizada a manutenção dos outros trechos da rodovia, pois com o forte inverno amazônico, diversos locais são tomados pela erosão. Esses buracos causam desgastes sérios nos veículos e podem provocar acidentes. “Por isso solicito acompanhamento diário do DNIT no sentido de fazer a manutenção na rodovia para evitar acidentes, que trazem prejuízos à população que trafega na BR-364”, declarou Gurgacz.

De acordo com assessoria do Senador, a licitação será para a execução das obras de adequação na travessia urbana da cidade de Ji-Paraná, em Rondônia, referente à BR-364, nos seguintes trechos: BR-174, que é divisa de Mato Grosso com Rondônia; o subtrecho Marco Rondon na entrada RO-010, em Pimenta Bueno; na RO-470, em Mirante da Serra e a ponte sobre o rio Jaru, nos seguimentos 338,5 ao quilômetro 347,0. Totalizando uma extensão de 8,5 quilômetros de obras.  De acordo com o coordenador de Estudos e Pesquisa do DNIT, Carlos Roberto, caso ocorra tudo bem durante a licitação, as obras deverão começar dentro de aproximadamente três meses.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Código Florestal em pauta já



Abaixo, o trecho do discurso da semana passada sobre o Código Florestal.
Precisamos votá-lo com urgência, privilegiando a nossa produção de alimentos, pois é importante levar em conta que o ser humano é parte integrante do meio ambiente. A qualidade de vida é fundamental e podemos (e devemos) unir a agroindústria com a proteção ao meio ambiente.


Senhoras e senhores senadores, quero aproveitar esse momento também para falar de um tema de extrema importância para o País e que precisa estar na pauta do Congresso Nacional imediatamente. Entretanto, pelo que se vê na Câmara dos Deputados, corre-se um sério risco de que a sua votação fique mesmo para o ano que vem. Trata-se da reforma do Código Florestal - PL 1.876/99 - já aprovada na comissão especial na Câmara e que agora precisar ir para votação no plenário daquela casa.
O mais complicado é que este assunto já está sendo discutido há mais de 10 anos no Congresso, e não avança justamente por conta de interpretações repletas de interesses escusos ou simplesmente pela falta de conhecimento da matéria e da realidade ambiental e rural do Brasil.
Todos sabem que o Brasil tem as melhores condições do planeta para a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento da agropecuária. Basta dizer que em duas décadas nossas áreas protegidas duplicaram, chegando hoje a 175 milhões de hectares, e que nesse período a produtividade total da agricultura brasileira cresceu 5% ao ano, quando nos maiores produtores agrícolas, incluindo os Estados Unidos, a atividade agrícola cresceu menos de 2%.
Portanto, senhor presidente, está na hora de termos um marco legal consistente para conciliarmos a conservação ambiental, a proteção das unidades de conservação, da biodiversidade, e o desenvolvimento da agropecuária. Essas duas funções essenciais para a sobrevivência do homem, a proteção ambiental e a produção de alimentos, precisam caminhar juntas e não de forma sectária como alguns setores preferem se armar para o debate. Precisamos incluir o homem no debate ambiental e respeitar todas as formas de vida, sem radicalismo, para que possamos concentrar esforços na produção e exportação agrícola combinadas com conservação e restauração de florestas, aproveitando ao máximo nosso potencial ambiental e agrícola.
Essa união é perfeitamente viável e suas premissas estão presentes nas inovações apresentadas no relatório do deputado Aldo Rebelo, do PcdoB de São Paulo, aprovado na comissão especial e que precisa ir para votação imediata no plenário da Câmara. A demora, a indefinição e as interpretações equivocadas não interessam à nação brasileira e estão gerando grande insegurança no campo sem conseguir induzir a preservação ambiental. Portanto, todos estão perdendo com essa disputa irracional entre radicais e falsos ambientalistas e os ruralistas. Quem ler o texto do relatório da proposta de reforma do Código Florestal de forma objetiva, racional e com um pouco de conhecimento da realidade ambiental e agrícola do Brasil, verá que ele avança em questões fundamentais para a adoção de um modelo de agropecuária com conservação ambiental.
Premissas como a compensação das reservas legais, que se referem à obrigação de recompor a vegetação nativa em 20% da área de cada propriedade agrícola na maioria do território nacional, 35% nos cerrados da Amazônia Legal e 80% na floresta amazônica, uma exigência que não encontra paralelo em nenhum país, estão presentes no relatório.
Sem entrar no mérito, de que o novo Código Florestal torna o Brasil a nação mais preservacionista do planeta, a questão que se coloca é se não faz mais sentido formar grandes aglomerações florestais, em vez de se buscar a tarefa irracional de recompor "ilhotas desconectadas" de vegetação em cada propriedade. Essa alternativa criaria incentivos econômicos que trariam ganhos efetivos ao meio ambiente, gerando renda para a floresta "em pé", desenvolvendo um mercado eficiente de compensações ambientais e reduzindo o custo para os produtores rurais. É o caso da Cota de Reserva Ambiental e dos mecanismos de servidão florestal, ambos negociáveis no mercado, que poderiam gerar uma verdadeira revolução ambiental no País, especialmente após a indicação das áreas prioritárias de conservação pelo poder público.
O texto também estabelece regras para a restauração das áreas de preservação permanente (APPs) nas propriedades. Trata-se do princípio da restauração plena das matas ciliares e outras APPs, definidas pela geografia de cada propriedade. Essa restauração seria incentivada pela possibilidade do cômputo das APPs na área da reserva legal e pela remuneração dos serviços ambientais, desde que elas fossem devidamente recuperadas e que isso não permitisse novos desmatamentos. Claro que essa solução também deveria respeitar casos clássicos de ocupação sustentável, como o café e a maçã no topo e encostas de morros, o arroz irrigado de várzea, o boi pantaneiro e outros.
Parece desnecessário, mas sempre é preciso reafirmar, como tem feito de forma incansável a senadora Katia Abreu, do DEM de Tocantins, e presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), sobre o princípio constitucional de que a lei não pode retroagir no tempo, ou seja, não se pode obrigar alguém a recuperar algo que foi removido quando era permitido ou mesmo estimulado pela lei. Foi exatamente isto que ocorreu no meu Estado de Rondônia, onde milhares de colonos receberam terras da reforma agrária nas décadas de 1960, 70 e 80, com a ordem expressa do governo de desmatar pelo menos 50% da propriedade.
Essa interpretação do Código Florestal pode ser comparada a uma norma absurda que obrigasse todos os prédios urbanos já construídos na cidade de São Paulo a terem, no máximo, cinco andares, cabendo unicamente aos proprietários atingidos adequar-se à lei, sem nenhuma indenização. Portanto, era necessária uma reformulação desse entendimento.
Creio que a discussão já foi feita amplamente com a sociedade brasileira e é de interesse de todos que os agricultores possam trabalhar de forma integrada com o meio ambiente, produzindo alimento de forma sadia para a mesa dos brasileiros e para alimentar outras nações do mundo que não possuem as mesmas condições ambientais e climáticas, extremamente favoráveis para uma agropecuária sustentável.
Portanto, senhor presidente, senhoras e senhores senadores, faço aqui o apelo para que o governo e o Congresso entendam que não é mais possível adiar a votação de uma questão que já está madura, que já foi amplamente discutida com a sociedade e que é de fundamental importância para o desenvolvimento autônomo da nação brasileira. O Congresso Nacional tem autonomia para colocar a matéria em votação e deixar de votar o relatório este ano significa um novo retorno à estaca zero com a nova legislatura, agravando a confusão e os conflitos no campo e nas florestas brasileiras em 2011, com insegurança jurídica, disputas judiciais e desmatamento descontrolado. Não quero ser responsável por essa insegurança, por esse atraso, e por isso reforço o apelo para que a matéria seja votada no plenário da Câmara e do Senado ainda este ano.

Combate ao narcotráfico

Este pronunciamento, da semana passada, está dividido em duas partes. A primeira trata da segurança pública e do combate ao narcotráfico. A segunda, que será postada logo em seguida, trata do Código Florestal.



Em primeiro lugar quero parabenizar o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto por se pronunciar na segunda-feira sobre o interesse de desenvolver um plano de segurança de fronteiras para combater o crime organizado na região, desenvolvendo ações conjuntas e desenvolver a cooperação entre os países, como intercâmbio de inteligência, divisão de pessoas e mapeamento do crime organizado na região de fronteira.

O próprio ministro afirmou que ABRE ASPAS “Chegou a hora da América do Sul ter um plano integrado, que permita a região combater um problema que vitimiza todos os países e encontrar uma solução conjunta. Todos os técnicos apontam que é impossível o patrulhamento físico dessa fronteira. A melhor maneira de combater isso é com integração e um sistema lógico de cooperação”.
Este sistema, senhoras e senhores senadores, deve fazer parte de um conjunto de novos métodos que o Estado brasileiro deve lançar mão para fazer esse enfrentamento do crime organizado, porque a sociedade não agüenta mais a pressão do narcotráfico. Isso ficou bem claro durante os confrontos da semana passada, que culminaram no final de semana com uma grande ação da polícia do Rio de Janeiro em conjunto com forças federais.
Dentro dessa discussão é inevitável tocar em dois assuntos: a ineficácia das políticas públicas de cidadania, que acabam por deixar nossa população à mercê do crime organizado; e o segundo tema é a discussão em torno da legalização das drogas como forma de combater o próprio narcotráfico.
Muitas autoridades internacionais ligadas ao combate ao tráfico consideram que a repressão às drogas tem custado mais caro a muitos governos do que a própria liberação do consumo.
Segundo estudos realizados pela ONU, cerca de 190 milhões de pessoas em todo o mundo utilizam algum tipo de entorpecente. Se considerarmos o valor médio das doses de drogas para o consumidor final, cerca de 10 dólares, chegamos a um número assustador: o tráfico mundial deve arrecadar cerca de 57 BILHÕES DE dólares mensalmente. Isso no caso de cada usuário tomar apenas uma dose de drogas por dia, o que sabemos que está bem longe da realidade.
Amigos de Rondônia, olhando por esse ângulo, só podemos concluir que a guerra contra o narcotráfico é impossível de ser vencida.
Para muitos, a saída seria a legalização, que resultaria em uma regulamentação do Estado sobre esse mercado, que geraria mais segurança para o usuário e renderia até mesmo impostos para serem revertidos à população. Mas será que as coisas seriam assim mesmo, cor de rosa desse jeito?
Julgo que com a liberação dos entorpecentes teremos o surgimento de pelo menos três problemas. O primeiro seria a migração do crime organizado para outra atividade lucrativa, como os seqüestros, a assaltos a bancos. Vimos isso acontecer na Colômbia e no México há pouco tempo.
Veremos também o surgimento de um mercado alternativo de drogas, contrabandeadas, vendidas sem recolhimento de impostos, como acontece hoje com cigarros, DVDs e CDs piratas, por exemplo. O estado vai gastar para tentar conter mais esse negócio sujo.
O último problema, à primeira vista, será o aumento do consumo de drogas, gerando “crackolândias” em praticamente todas as cidades do país. Gerando maiores gastos no nosso já precário sistema de saúde.
Daí é preciso refazer a pergunta: vale a pena liberar a droga, como forma de reduzir o custo do combate ao narcotráfico, se estaremos aumentando as despesas do Estado de qualquer forma? Afinal de contas, teremos a necessidade de combater pelo menos mais duas modalidades criminosas e o pior, precisaremos enfrentar uma verdadeira calamidade na saúde.
Desta forma, se a pergunta é liberar já, a resposta só pode ser não. Devemos enfraquecer o crime, debelar as quadrilhas de traficantes e prender os grandes barões da droga no Brasil, para que não estejamos simplesmente puxando um cobertor curto, cobrindo de um lado e descobrindo o outro.
Desta forma, acredito que o mais importante a ser feito é investir em ações de cidadania para:
- reduzir a demanda pelas drogas, diminuindo o consumo;
- reduzir a quantidade de pessoas que, por falta de qualificação profissional, de ética e moral, acabam optando pelo caminho do crime.
São dois objetivos diferentes que requerem ações em dois ambientes diferentes. O primeiro engloba praticamente toda a sociedade, pois os consumidores de entorpecentes estão em qualquer extrato social, do mais baixo ao mais alto. O consumo de drogas não está diretamente associado à pobreza e à desesperança, mas sim a hábitos recreacionais, de acordo com pesquisas da ONU. Neste sentido, toda a população é alvo desse esforço de desestimular o interesse e o uso de drogas, com o intuito de enfraquecer o mercado do narcotráfico.
O segundo objetivo estaria mais ligado às comunidades de baixa renda que hoje são as grandes fontes de mão de obra para o crime organizado. Isso por causa do desemprego, da baixa renda, e principalmente, da desestrutura familiar, pois acaba por criar crianças e adolescentes sem referências do certo e do errado, do que é moral e do que é AMORAL.
No entanto, sabemos muito bem que as fontes de mão de obra do narcotráfico não estão hoje situadas apenas nas favelas e guetos, mas também nas classes média e alta, em menor quantidade, claro. Isso se deve ao fato da cultura da busca do lucro a qualquer custo e da cultura da impunidade.
Por isso, defendo como parte integrante desta política de segurança eficiente e integrada, a constante repressão ao crime como forma de acabar com a cultura da impunidade, porque ela, mais do que a pobreza, mais do que o desemprego, mais do que a desesperança e qualquer outro erro que tenhamos cometido nas nossas políticas educacionais, é que funciona como um verdadeiro ímã atraindo as pessoas ao caminho da criminalidade. É preciso fazer valer, de uma vez por todas, a máxima que diz que o crime não compensa.
Não vejo outra forma de oferecer ao nosso povo a recompensa correta pelo seu trabalho que não seja fortalecendo a nossa economia e nosso desenvolvimento tendo como foco a melhoria de nosso Índice de Desenvolvimento Humano, nosso IDH, que corresponde ao acesso à saúde, à educação e ao desenvolvimento.
Por isso que venho repetindo, insistentemente, aqui no Plenário do Senado Federal, a importância de fazermos uma reforma tributária o quanto antes.
Com tudo isso, senhor presidente, acho que fica bem claro para o povo brasileiro, e deve estar mais claro ainda para nós, seus representantes, e para o governo, que toda a sociedade está integrada neste combate à criminalidade. Uma política de segurança pública não se limita apenas a colocar armas nas mãos de policiais e enviá-los às ruas.
Encerro aqui pedindo que as forças federais de segurança permaneçam o tempo que for necessário no Complexo do Alemão, para impedir que o território seja reocupado pelo narcotráfico e que não seja ocupado por outros tipos de associações criminosas.
Peço ainda que tomemos como ponto de partida essa ação para, em cada Estado, enfrentar o crime organizado da mesma forma, negando-lhe espaço e destruindo sua capacidade de ação. Rondônia, meu Estado, hoje é um corredor de entrada de drogas e armas, e corredor de saída de contrabando de diversos minérios. Tudo interligado ao grande esquema de narcotráfico internacional. 

Formatura do Pro-Jovem em Guajará-Mirim

Mais de 40% dos participantes que concluíram o Projovem em Guajara Mirim, já estão inseridos no mercado de trabalho, superando média de 30% estipulada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A formatura dos 500 participantes ocorreu no sábado, dia 4, no Ginásio Afonso Rodrigues. O senador Acir Gurgacz (PDT/RO) autor da emenda do Projovem, o prefeito Atalibio José Pegorini, secretários, vereadores e representantes da sociedade civil organizada, prestigiaram o evento. 
 “Nós estamos a partir de agora mudando a história de Guajará Mirim, fazendo com que as pessoas se qualifiquem, para assumir uma vaga no mercado de trabalho. É um sonho que todo mundo tinha, de ter o seu emprego, sua oportunidade, e isso só foi conseguido graças ao apoio do senador Acir Gurgacz, que nos trouxe esse curso, que representa a sobrevivência ou meio de vida de muitas famílias”, agradeceu Atalibio José Pegorini, prefeito de Guajará Mirim
Com duração de seis meses, o Projovem é voltado principalmente a pessoas que estejam desempregadas, inseridas na economia informal e com renda per capta de até meio salário mínimo. “Para mim hoje representa completamente tudo. Por que se não fosse Projovem não estaria trabalhando. A falta de qualificação me impedia de ingressar no mercado de trabalho. Hoje a realidade é bem diferente, conclui o curso e estou empregada”, comemorou Kelly Luiza, estudante.
Para a estudante, Rosenilda Soares essa é a oportunidade que falta. “A coisa mais difícil pra quem não tem qualificação é conseguir um emprego. A onde você vai a explicação é sempre a mesma, você não tem qualificação. Hoje é diferente tenho qualificação e já tenho um emprego em vista, devo começar essa semana, graças ao Projovem”,comentou Rosenilda. 
Em Rondônia mais de 3 mil pessoas já participaram dos cursos de qualificação do Projovem, nas áreas de Administração, Agroextrativismo, Alimentação, Beleza e Estética, Construção e reparos, Saúde, Telemática, Turismo e Hospitalidade e Vestuário.“Nossa grande preocupação é com o ensino para os nossos jovens, e paralelamente com a geração de emprego. E no programa Projovem estamos trabalhando as duas vertentes. É um programa muito importante que deu certo aqui em Guajará Mirim e também em Ji-Paraná, Pimenta Bueno, Cacoal,  teremos também em Vilhena e Ouro Preto, e vamos buscar para Ariquemes e Porto Velho. É  um programa de sucesso que reúne o ensino e o emprego, é tudo o que a população brasileira precisa, detalhou o senador Acir Gugacz, que comemorou ainda a inserção de 40% dos participantes no mercado de trabalho.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Acessibilidade para quem precisa


Somos todos iguais perante a lei, mas não somos todos iguais perante a física. Isso fica bem claro todas as vezes que vemos um deficiente físico passando dificuldades para entrar em algum prédio que seja desprovido de acessos especiais, como rampas, corrimãos especiais e outros. Esse é o tipo de imagem que incomoda muito.
Nesta sexta-feira foi comemorado o Dia Internacional do Deficiente Físico. O histórico da data remonta quase 30 anos. Em 1982, a Assembleia Geral da ONU, criou um programa para atender as necessidades das pessoas com qualquer tipo de deficiência física, o Programa de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência. Dez anos depois, a mesma ONU instituiu o dia 3 de dezembro como o Dia Internacional do Deficiente Físico. Uma data dedicada à conscientização, comprometer e fazer com que programas de ação conseguissem modificar as circunstâncias de vida dos deficientes em todo o mundo.
De lá para cá a sociedade mudou muito em relação às necessidades especiais dos deficientes físicos, mas há o que melhorar. Atualmente podemos ver essas pessoas trabalhando em empresas públicas, supermercados, lanchonetes, restaurantes, farmácias, escolas, pois a lei obriga que um percentual dos funcionários sejam portadores de necessidades especiais, como forma de abrir-lhes oportunidades no mercado de trabalho.
Esse tipo de cuidado tem que aparecer também na formação educacional. As escolas em geral precisariam contar com profissionais aptos a tratar as limitações, comprometidos com a formação dos professores, coordenação e direção, que não raro ficam sem saber como atender as necessidades especiais. Seria dever da escola promover esse conhecimento a fim de garantir o aprendizado de uma profissão, dando-lhes garantia e dignidade para o futuro.
Apesar de não sermos todos iguais perante a física, que volta e meia requer mais do que somos capazes de fazer, mesmo quando não somos portadores de deficiências físicas, somos iguais perante a lei e com relação à nossa capacidade de trabalho. Isso porque independentemente de nossas impossibilidades, sempre há uma forma de aproveitar o melhor de uma pessoa.
Não podemos exigir que um cadeirante atue nos Correios como carteiro, mas, como acontece notoriamente, os mesmos podem ocupar postos de atendimento público com total eficiência.
Por isso é importante que consigamos entender que não bastam rampas de acesso e corrimãos especiais. É preciso que nossa sociedade tenha em suas mentes tais “rampas de acesso”, permitindo que todos nós tenhamos mentes abertas às capacidades do outro reconhecendo naquele que é diferente, tudo que é igual a cada um de nós.
Somos todos cidadãos desse Estado, desse País, desse planeta. Estamos juntos nessa caminhada. Uma boa semana para todos. Para todos mesmo.

Mais empregos com proposta do Senador Acir Gurgacz



Aumentar o teto de faturamento do Micro Empreendedor Individual (MEI) para R$ 72 mil e permitir a contratação de dois funcionários deverá gerar mais de UM MILHÃO DE EMPREGOS NO PAÍS



O ajuste no teto da receita bruta anual das micro e pequenas empresas para inclusão no Simples Nacional, de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões, é prioridade ainda para este ano. Este é um dos pontos de consenso entre integrantes da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa no Congresso Nacional, líderes empresariais e integrantes de entidades e instituições de apoio ao segmento, como o Sebrae. No entanto, a proposta do deputado Cláudio Vignatti (PT/SC), presidente da Frente Parlamentar da MPE, só prevê a alteração do faturamento o que para o Sindicato das Micro e Pequenas Empresas do Estado de Rondônia-SIMPI/RO é considerado insuficiente por dois motivos: 1) o teto de R$ 48 mil ainda é muito baixo; e 2) não adianta propiciar a inclusão de um maior faturamento sem preocupação com o aumento do emprego.
Foi a partir desta visão que foi feito um pedido ao senador Acir Gurgacz para alterar o ajuste do enquadramento do MEI aumentando o teto para R$ 72 mil por ano aliando à contratação de 2 (dois) empregados. Essa medida propiciará um notável aumento de número de empregos formais, o que é fundamental para o país. Isso porque mesmo com todo crescimento, o Brasil não tem conseguido absorver a entrada de um contingente de 1,5 milhão de jovens no mercado de trabalho.

Para o presidente do SIMPI/RO, Leonardo Heuler Calmon Sobral, se a alteração proposta pelo senador Acir não for levada em consideração os danos para o país serão irreversíveis porque “Se perde uma notável oportunidade de gerar mais de 1 milhão de empregos e com o aumento do teto os microempreendedores logo crescerão e, por conseqüência, vão precisar de um segundo empregado, mas, sem poder regularizá-los acabarão contratando ‘por fora’ e quebrando com os problemas trabalhistas”. Esta é a principal razão pela qual o dirigente sindical defende a modificação proposta que tem a seu favor uma enorme capacidade de expansão de novos empregos, de vez que o cálculo feito está levando em conta a formalização de 800 mil, mas, o potencial é muito maior conforme admitem as próprias autoridades a partir do trabalho que o Sebrae Nacional tem feito de formalização dos microempreendedores.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Acir na FM do Povo de Jaru

Clique no link abaixo e acompanhe entrevista do senador Acir Gurgacz para a rádio FM do Povo, de Jaru.  Na pauta, conquistas realizadas para a cidade pelo senador.

http://www.acirgurgacz.com.br/hp_audio.php