quarta-feira, 3 de julho de 2013

A revolução do passe livre

Passe livre para estudantes pode reduzir
em 13% a passagem de onibus em todo
o Brasil e reduzir a inflação
 
Apresentamos nesta terça-feira em um projeto de lei que institui o passe livre para estudantes em todo o Brasil, uma emenda que propõe a unificação de planilhas de custos das empresas de transporte coletivo e tarifa única. Por que isso?
Hoje em dia é possível fazer com que empresas de transporte coletivo em todo o Brasil tarbalhem com a mesma previsão de despesas baseada em uma fórmula matemática (o que muda é apenas a quantidade de passageiros, tamanho dos percursos e valores de alguns insumos).
Com isso, poderemos criar o cenário para mudar a regra do jogo da gratuidade e da meia passagem para estudantes. Como funciona hoje? Hoje os passes e meios passes dos estudantes são pagos com o rateio entre os restantes dos passageiros pagantes, os trabalhadores. Como pode começar a funcionar? Com o rateio sendo feito com todos os contribuintes.
Mas calma! Isso não quer dizer aumentar impostos. Nada disso. A matemática é simples.
Existem mais contribuintes do que passageiros de ônibus, certo? Então essa conta vai ser dividida entre muito mais gente, sobrando apenas um pouquinho de conta para cada um pagar.
E o que isso significa?
Significa que com isso o preço global da passagem de ônibus em todo o Brasil (todos calculados com a mesma fórmula) vai ficar mais baixo, em até 13%!
Com passagens mais baratas, cai o custo do transporte, dos vale-transportes que as empresas pagam e, ao invés de inflação, teremos deflação. E com tudo isso, não será preciso aumentar impostos.
A conta, sendo paga por todos, vai cair tanto que vai até gerar vantagens para todo mundo.
 

Apoio ao movimento dos profissionais da Saúde

Na semana retrasada eu destaquei, no plenário do Senado Federal, a necessidade do governo federal aproveitar os médicos brasileiros formados no exterior. Isso seria muito melhor do que contratar médicos do exterior. Tal ação pode ser feita com uma análise melhor do exame REVALIDA. Fiz um apelo para os Ministérios da Saúde e da Educação, para que estudem melhor o que está ocorrendo com o REVALIDA, pois após 2011, quando o exame foi aplicado pela primeira fez, reduziu consideravelmente o número de médicos formados no exterior que conseguiram a revalidação do diploma.
No entanto, precisamos de compromisso dos médicos brasileiros para termos uma melhor distribuição de profissionais de saúde pelo território nacional. Precisamos de mais médicos no interior, na Amazônia, nas áreas mais isoladas.
Entendo que cabe ao governo criar os estímulos necessários para que haja essa melhor distribuição, e vou trabalhar para que isso seja possível.

Veja abaixo o pronunciamento que fiz sobre o tema:
http://acirgurgacz.blogspot.com.br/2013/06/em-defesa-dos-medicos-brasileiros_21.html

terça-feira, 2 de julho de 2013

Brasil precisa de um projeto de educação para o futuro

No mês passado foi divulgada a queda do rendimento na disciplina de matemática entre alunos do 5º ao 9º ano nas escolas da rede pública brasileira. O país vem apresentando uma queda nesse índice, e esse número não deve ser uma preocupação apenas para estudantes e educadores, mas para toda a sociedade.

No ano de 2007, 22% dos alunos do 5º ao 9º ano tinham um rendimento em matemática considerado adequado. No ano de 2011, esse percentual caiu para 12%. Isso significa que em uma sala de 40 alunos, menos de 9 estudantes teriam um conhecimento regular dessa disciplina - isso em 2007. Em 2011, esse número cairia para menos de 5 alunos.
Esses números são um sinal de alerta para o nosso país. Não indicam apenas que estamos nos distanciando de atingir as metas educacionais ideais para um país cuja economia é a sexta do planeta, mas também mostra que estamos nos afastando do que precisaríamos para atingir metas razoáveis de desenvolvimento econômico.

Já citei aqui diversas vezes que o Brasil tem tudo para se transformar, em poucos anos, no maior produtor de alimentos do mundo, mas isso não quer dizer - em nenhum momento - que devemos nos limitar a produzir matéria prima, as chamadas commodities.
E quanto mais nossos estudantes se afastam das ciências exatas, mais o país, como um todo, se afasta do desenvolvimento científico, da criação de novos produtos, equipamentos, do registro de novas patentes, de novas invenções.
Uma das causas apontadas para esse problema é o grande déficit de professores da disciplina de matemática no país. O último levantamento federal, de acordo com o que foi publicado na Folha de São Paulo, aponta que precisamos urgentemente de 65 mil professores de matemática no país para que possamos atingir uma situação de equilíbrio. Vale ressaltar que é o maior déficit entre todas as disciplinas escolares. A mesma reportagem aponta que esse desequilíbrio faz com que milhares de estudantes passem, às vezes, até um ano letivo inteiro sem ter aulas de matemática.
O resultado disso é que conforme a complexidade da disciplina aumenta, na evolução natural das séries escolares, com a falta de professores, as dificuldades somente crescem e depois - no ensino médio e na faculdade - os alunos geralmente não conseguem recuperar os conhecimentos e a prática que deveriam ter sido trabalhados no ensino fundamental.

Mas podemos considerar que uma das conseqüências mais dramáticas seja a forma como os estudantes passam a olhar a disciplina de matemática: com rejeição, como se fosse um bicho de sete cabeças.
No dia 27 de outubro de 2011 eu trouxe a minha preocupação, para este plenário, sobre a necessidade de investimentos em educação voltada para a indústria de alta tecnologia. Na ocasião, destaquei aqui que não basta investirmos grandes somas em infraestrutura física, em trens, em estradas, em portos, até mesmo em veículos lançadores de satélites se não investirmos no ser humano. E esse investimento precisa ser feito dentro de uma visão estratégica, dentro de uma noção do que queremos para a Nação brasileira.
Em outubro de 2011 eu citei aqui que  “A educação, desde nível básico, passando pelo ensino técnico e científico, é, com certeza, o caminho para a superação dos desafios do crescimento econômico. Mas precisamos, sobretudo, de mais investimentos numa educação voltada para o modelo de desenvolvimento que adotamos, para os projetos estruturantes de nossa sociedade. Hoje, o Brasil se afirma como potência agrícola, mas também precisa se afirmar como potência industrial e potência tecnológica”.
A motivação daquele pronunciamento foi a manifestação de educadores, aqui no Congresso Nacional, sobre a parcela do PIB destinada à educação, e de lá para cá, senhoras e senhores, temos a constatação de que os esforços realizados no setor estão sendo insuficientes. Os resultados divulgados na Folha de São Paulo comprovam isso.
O Plano Nacional de Educação 2011-2020, em análise aqui no Senado, é uma grande ferramenta de transformação social e econômica do Brasil, mas precisa estar atrelado a:
- aumento de recursos destinados à educação
- uma mudança na gestão do setor educacional brasileiro, que hoje tem quase 60% de sua mão de obra fora das salas de aula
- uma política estratégica emergencial de educação capaz de contornar esta situação representada pela queda do nível de conhecimento de Matemática dos nossos estudantes.
Destaco aqui a gravidade e a urgência dessas três medidas, justificando esta última, pela necessidade de eliminarmos o déficit de professores de matemática e ciências exatas, para que possamos mudar o perfil de nossa educação para uma que seja capaz de gerar mais cientistas, mais engenheiros, mais matemáticos. A presidenta Dilma apontou a mesma necessidade em discurso esta semana, quando disse que “o Brasil precisa de trabalho cada vez mais qualificado, porque nós queremos que os nossos trabalhadores tenham salários cada vez mais adequados, elevados, para manter e dar conforto para os seus e para suas famílias.”
Sem tomar essas providências, corremos o risco de que a décima segunda meta do PNE, que é elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, acabe se tornando inócua.
Digo isso porque não precisamos APENAS de MAIS ESTUDANTES NO ENSINO SUPERIOR, mas sim PRECISAMOS DE MAIS ESTUDANTES EM ÁREAS ESPECÍFICAS DO ENSINO SUPERIOR, principalmente nas áreas de Exatas, de ciências, de tecnologia.
Medidas como essas foram tomadas pelos Estados Unidos, pela China e pela Coréia do Sul, por exemplo, em momentos em que esses países precisavam dar saltos em quantidade e em qualidade de sua economia, de sua capacidade de produzir riquezas.
Vinculado à reportagem da Folha de São Paulo, foi publicado artigo da educadora Kátia Stocco Smole, gestora de um dos mais importantes grupos de pesquisa e de estudo em Matemática no país, cujo título deve ter um significado muito importante e urgente para o Brasil: "Talvez tenhamos de fazer pacto pelo ensino da matemática".
Eu reforço a afirmação da educadora. PRECISAMOS fazer um pacto pelo ensino da matemática no Brasil se queremos um futuro melhor para nossos filhos, se queremos um país capaz de inovar na ciência e na tecnologia, capaz de fazer registros de patentes na informática, na bioquímica, na eletrônica e outros setores regidos pelas ciências exatas.

Afinal de contas, como poderemos realizar essas conquistas:
- se temos hoje um déficit de 65 mil professores de matemática, como é que formaremos mais engenheiros e mais professores;
- se continuarmos pagando mal os professores, como é que os nossos poucos estudantes que se dedicam às ciências exatas vão querer se tornar professores;
Por esse motivo que eu apresentarei uma proposta de ampliação da carga horária de matemática e de ciências no currículo escolar, dentro do sistema de educação de ensino em tempo integral, que a presidenta Dilma defendeu nesta terça-feira, em discurso feito na capital do Ceará. Precisamos de mais tempo para que os professores que estão aí possam tratar as suas disciplinas de forma mais envolvente, mais aprofundada. Mais tempo para que possam mostrar aos alunos a importância da matemática e das ciências exatas, quebrando preconceitos e estigmas antigos.
Acredito que será um desafio a ser encarado não apenas pelo Ministério da Educação, mas também por todo o país, pois precisaremos realmente de um pacto para o ensino de matemática e de ciências exatas, afim de suprir a carência de educadores desse setor.
Acredito que com isso poderemos buscar uma sintonia com a meta 12 do Plano Nacional de Educação - PNE, garantindo um equilíbrio na entrada ao ensino superior referente à escolha entre as ciências exatas, humanas e naturais - porque hoje esse equilíbrio não existe. Caso contrário não teríamos um déficit de 65 mil professores de matemática no país.

Com isso, registro a urgência da discussão aprofundada sobre o Plano Nacional de Educação, assim como de uma discussão séria sobre uma política estratégica para a educação visando o nosso desenvolvimento econômico e humano.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Um plano para a educação

Uma das bandeiras que sempre defendi e que está sendo levantada por centenas de milhares de brasileiros nas ruas do país nas últimas semanas trata-se da destinação de mais recursos para a educação. Na verdade, este é um debate antigo que encontrou força nas manifestações populares. Tanto é que o Congresso Nacional discute a destinação de 75% dos royalties do petróleo para a educação.
Sou favorável a destinação destes recursos para educação, assim como defendo 10% do PIB para o setor, como propõe o Plano Nacional de Educação 2011-2020
Atualmente, são destinados por ano pelo governo federal à educação brasileira em torno de R$ 50 bilhões. Se somarmos mais 10% do PIB e os 75% dos royalties do petróleo, este investimento chegará a cerca de R$ 130 bilhões por ano.
Ou seja, o valor destinado para a educação pode quase triplicar. No entanto, é preciso que, no momento em que tais recursos possam ser efetivamente utilizados pelo país para esta finalidade, estejamos prontos para alimentar um sistema educacional remodelado para cumprir com sua missão de construir um Brasil melhor.
Defendo que um sistema educacional ideal para o Brasil priorize três pontos: 1) a federalização do ensino; 2) a capacitação e valorização dos professores e servidores da educação; e 3) a aplicação do ensino de educação em tempo integral.
A federalização do ensino básico deve contemplar um conjunto de medidas que permitam não apenas que a educação uniforme, mas também que as despesas sejam melhor divididas. Melhorar e igualar a qualidade da educação brasileira, é tratar a educação como uma questão "do Brasil" e não dos municípios e estados. Por isso, o governo federal precisa assumir esse compromisso de promover e financiar uma educação de qualidade em todo o território nacional.
Os professores também precisam receber salários dignos e ter melhor formação educacional, numa uma carreira federal, com salário pago pelo governo federal.
Como terceiro item dessa proposta, temos a escola de ensino em tempo integral. Consegui encaminhar emendas para a construção e implantação de duas escolas de ensino em tempo integral em Rondônia: uma em Porto Velho e outra em Ji-Paraná.
Esse sistema não se trata apenas de uma escola onde as crianças e adolescentes passam mais tempo sendo cuidadas, mas onde os estudantes tenham uma carga curricular mais diversificada.
Esses três itens são alguns de diversos pontos que podem influenciar a qualidade do ensino aplicado no Brasil e precisam ser vistos como prioridade de investimento quando se tornar efetivo o aumento de destinação de verbas para o setor. Por isso, precisamos desde já de um planejamento de mudanças estruturais no sistema educacional brasileiro.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Agricultores sem título da terra terão acesso ao Pronaf

Nesta quinta-feira, dia 27 de junho, tivemos uma boa notícia para os pequenos produtores rurais de Rondônia que ainda não possuem o título definitivo da terra. Eles vão poder voltar a ter acesso ao Pronaf a partir da próxima segunda-feira (1º). A medida vai beneficiar pelo menos 22 mil famílias do estado, cadastradas no Programa Terra Legal. Quem nos deu essa notícia foi o vice-presidente do Banco do Brasil, Osmar Dias, em audiência pública no Senado Federal.

Segundo declarou o vice-presidente do BB, o Banco Central já elaborou a normativa para que o banco atenda os agricultores. Mas é preciso que o produtor tenha a DAP em mãos (a Declaração de Aptidão ao Pronaf). Osmar Dias disse que “Não podemos deixar de financiar aqueles que estão na propriedade há mais de dois anos, querem declarar o direto de propriedade através do Terra Legal e que por uma deficiência de estrutura do estado, não conseguem”.

Assumimos a reivindicação dos posseiros na audiência pública que realizamos em Jaru, no mês passado. Por conta dessa restrição, o Pronaf deixou de liberar cerca de R$ 22 milhões somente no primeiro trimestre deste ano. Sinceramente, estávamos muito preocupados com a situação dos posseiros que, por falta da regularização fundiária, estavam sem acesso aos financiamentos. A partir do dia 1º de julho, o Banco do Brasil deve voltar a emprestar, através do Pronaf, a esses agricultores.

Educação urgente para o Brasil

Costumo falar que a educação é a ferramenta mais importante da construção de um país porque ela é que prepara a nossa mais valiosa infraestrutura, que é o ser humano.
Somos mais de 200 milhões de habitantes e temos - na grande maioria - uma qualidade de vida abaixo da que merecemos. Isso acontece exatamente por causa das falhas de nosso sistema educacional.
Atualmente, à educação brasileira são destinados por ano pelo governo federal em torno de 50 bilhões de reais. O Plano Nacional de Educação 2011-2020, em votação nesta casa, requer 10% do PIB para o setor, chegando a cerca de 100 bilhões de reais por ano. A previsão do rendimento anual dos royalties do petróleo do pré-sal para a educação é de R$ 28 bilhões por ano.
Portanto, pode quase triplicar o valor que a nação terá para aplicar no ensino, mas a sociedade brasileira só ficará satisfeita caso esses recursos sejam utilizados com eficiência e eficácia.
Defendo que um sistema educacional ideal para o Brasil priorize três pontos:
- a federalização do ensino;
- uma melhor capacitação e valorização dos professores;
- e aplicação da escola de educação em tempo integral.

Por um custo de vida menor

Lançamos, nesta última sexta-feira, durante audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, a proposta de federalização da Estrada do Pacarana, que liga os município de Espigão do Oeste (RO) e Aripuanã (MT), conectando a BR-364 à BR-174. E o que isso tem a ver com você? Tem tudo a ver com qualquer um que mora em Rondônia, no Mato Grosso, no Brasil ou em algum outro canto do mundo.

O que significa a possibilidade da federalização dessa rodovia que muita gente - principalmente quem não mora na região de Espigão, ou no Cone Sul - sequer conhece? A melhoria na Estrada do Pacarana, a RO-387, representa um estímulo muito forte para Espigão do Oeste, e toda a região do Cone Sul do Estado de Rondônia, que tem uma economia baseada principalmente na produção de soja, café, milho, cacau e arroz. Com isso, essa produção será escoada com mais facilidade. Quando o agronegócio é estimulado, a economia como um todo "agradece".

Todos nós precisamos de alimentos para viver, seja em Rondônia, no restante do Brasil ou no mundo. O sucesso da economia dos países chamados emergentes, os países que eram pobres e estão crescendo, fez disparar o mercado de alimentos. E o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do planeta.

E quando falamos em alimentos, precisamos obrigatoriamente falar em vender mais por preços mais baixos. Não nos interessa cobrar mais por uma batata ou um quilo de soja vendido. Qualquer um sabe que o consumo será maior se o preço for menor. E isso se consegue com oferta maior com custos mais baixos de produção.

Some-se isso à redução do valor de impostos (redução e isenção) e teremos um custo de vida mais baixo, seja no interior ou nas cidades. Custo de vida mais baixo foi exatamente a maior motivação que levou mais de um milhão de pessoas às ruas no Brasil inteiro na semana que passou. As pessoas querem ver o fruto de seu trabalho valorizado, e isso só acontece quando elas vêem sobrar salário no final do mês, depois de todas as compras feitas e as contas pagas.

O governo federal está fazendo a sua parte quando envia para votação no Congresso leis que fazem baixar impostos. O resultado não é imediato, mas o brasileiro vai começar em breve a sentir menos aperto nas contas. Medidas como a federalização da RO-387 entram nesse circuito de ações importantes para melhorar a nossa economia, assim como a redução de impostos de livros eletrônicos, equipamentos agrícolas e insumos para a agricultura familiar e diversas outras propostas que venho fazendo no Senado. Tudo para reduzir custos e aumentar o consumo. Isso mantém o que o governo arrecada, dá condições de melhorar os serviços e cada um de nós sente alívio no bolso.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Acir leva a Comissão de Agricultura do Senado para Espigão do Oeste

 
Estamos neste momento na Câmara de Vereadores de Espigão do Oeste em audiência da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal. O motivo dessa audiência é colocar em debate a infraestrutura de rodovias vicinais no Brasil e, especificamente, em Rondônia. Essas rodovias são fundamentais para o escoamento da produção agrícola nas cidades e localidades do interior.

Nesta audiência, discutiremos a situação da rodovia RO-387, apresentando propostas de federalização da mesma ou um plano de trabalho envolvendo os governos de Rondônia e do Mato Grosso para melhorar a situação daquela via.

Só no município de Espigão do Oeste são mais de 2 mil quilômetros de estradas vicinais de terra, que precisam de manutenção periódica e a prefeitura, sozinha, não dá conta de manter essas estradas sempre em boas condições para o escoamento da safra e o transporte de mercadorias. São vicinais importantes, como a linhas do Rio Claro e do Distrito 14 de Abril, que correm paralelas a estrada do Pacaranã e atendem uma região importante de produção de café e leite.

Estas estradas se transformam em grandes atoleiros no período das chuvas, e no período da seca quase sempre estão esburacadas e com muita poeira, dificultando o escoamento da produção agrícola e comprometendo a qualidade das frutas e verduras, com perdas muito grandes.

As condições destas estradas também impedem a chegada do técnico agrícola para prestar o serviço de assistência técnica e extensão rural, das novas tecnologias, dos bens e serviços para conforto do agricultor, das escolas, postos de saúde e do crédito. Enfim, condicionam uma região com enorme potencial para a produção de alimentos ao atraso e abandono, sem conexão com os centros de abastecimento ou com os principais eixos de transporte rodoviário, como a BR-364 e a BR-174.

Esta é a situação do trecho da rodovia estadual RO-387, que liga o município de Espigão ao distrito de Boa Vista do Pacaranã, na divisa com o Mato Grosso, e a extensão desta estrada em território matogrossense, até o município de Aripuanã, num total de 367 quilômetros. 

A proposta que trazemos para esta audiência é a federalização desta rodovia, passando assim a gestão, a pavimentação asfáltica, a manutenção e todos os cuidados com esta rodovia para a competência Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT.

Sabemos que essa é uma situação que pode levar algum tempo para se concretizar, porque depende da vontade e da decisão política dos governos e das Assembleias Legislativas dos dois Estados, de Rondônia e do Mato Grosso. Depende também do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do DNIT, e sua consequente aprovação por meio de Projeto de Lei no Congresso Nacional, entre outros fatores, como a vontade dos índios da Terra Indígena Roosevelt e o licenciamento ambiental.

Em defesa dos médicos brasileiros

 
Durante pronunciamento no plenário do Senado, na última quinta-feira, fiz apelo para o Ministério da Educação, e para a reitoria da Universidade Federal de Rondônia, a UNIR, que aplicará o exame REVALIDA em Rondônia, para que confirmem a realização desta prova para este ano, para que estes estudantes possam se preparar com antecedência.
Além disso, fiz um apelo para os Ministérios da Saúde e da Educação, para que estudem melhor o que está ocorrendo com o REVALIDA, pois após 2011, quando o exame foi aplicado pela primeira fez, reduziu consideravelmente o número de médicos formados no exterior que conseguiram a revalidação do diploma.
Ou seja, o exame anterior, que já era difícil, e todos diziam que era feito para reprovar os candidatos, ficou ainda mais difícil. Enquanto em 2010 foram aprovados 402 estudantes, após a implantação do REVALIDA, em 2011, o número de diplomas revalidados caiu para 238 em 2011 e para apenas 121 em 2012. Enquanto isso, existe uma demanda reprimida de mais de mais de 5 mil médicos aguardando a revalidação do diploma para poderem trabalhar no Brasil.
Precisamos saber ao certo o que está ocorrendo, ou a formação nas faculdades bolivianas não está adequada, ou existe algum outro problema, algum tipo de corporativismo, na aplicação do REVALIDA.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

No Senado com Acir Gurgacz - 15-06-13

Confira edição desta semana do programa No Senado com Acir Gurgacz - falamos sobre infraestrutura, educação e agricultura.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Vamos recuperar a BR-319 e acelerar o desenvolvimento

O programa Fantástico de ontem (09/06) mostrou a situação da BR-163, que foi aberta nos anos 70 do século passado e até hoje encontra-se sem asfalto, em péssimas condições. Venho alertando, no Senado, sobre a situação da BR-319, que é idêntica. As duas foram abertas na floresta há cerca de 40 anos e, caso sejam concluídas, vão proporcionar uma grande economia em transporte da produção agrícola do interior do país para portos no litoral. Confira nossa reportagem sobre o estado atual da BR-319.
 
  
A Confederação Nacional da Indústria calculou que, com a BR-163 pronta, o agronegócio brasileiro economizaria R$ 1,4 bilhão por ano em frete. Ou seja, a obra se paga em pouco mais de um ano. No caso da conclusão da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, a economia também seria grande e iria facilitar também o acesso da soja do Mato Grosso aos portos do norte.
Para que o governo federal finalize as BRs 163 e 319 não será necessário fazer mais desmatamentos. As estradas estão abertas. Muita gente na Amazônia vai ter as suas vidas completamente modificadas com o progresso que as duas rodovias trarão. E o Brasil vai ganhar muito, como um todo.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tablets e aplicativos para educação



Tenho visto iniciativas de escolas utilizarem os tablets nas salas de aula. A maioria delas, até o momento, encontra poucas diferenças de resultados entre turmas que usam o aparelho e turmas que não utilizam o tablet nas aulas. Apesar disso, em geral os educadores concordam entre si que não dá para fugir da adoção da tecnologia. Eu concordo plenamente com isso e por isso tenho um projeto de lei para que os tablets e leitores eletrônicos sejam equiparados a livros e com isso desfrutem de benefícios fiscais.
Trabalho com transporte há cerca de 30 anos e sempre tive em mente que é preciso se manter atualizado tecnologicamente. Hoje em dia trabalha-se com ônibus que estão conectados a equipamentos de GPS para permitir monitoramento e garantir maior precisão nos horários, na segurança e no conforto de passageiros. No entanto, sempre consideramos que o material humano nunca deve ser deixado em segundo plano. Máquinas não trabalham sozinhas. Elas precisam que as pessoas digam a elas o que deve ser feito.
Com relação aos tablets, ocorre a mesma coisa. Esses aparelhos são ferramentas com pleno potencial e as crianças e os adolescentes os adoram. Mas não podem ser simplesmente levados às salas de aula e ponto final. Não são apenas pequenos computadores que podem ser usados para fazer pesquisas na internet.
Imagino que o ideal seria que escolas e educadores se unissem a programadores de aplicativos e desenvolvessem o material necessário para as salas de aula. Isso sim seria utilizar plenamente a tecnologia, garantir qualidade às atividades entre professores e alunos.
Falo isso porque não basta que os tablets e os leitores eletrônicos se tornem mais baratos. É preciso que sejam utilizados plenamente.