quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Melhor cenário econômico para o Brasil


Reitero minha posição sobre a reforma tributária. Precisamos melhorar as condições de negócios, da iniciativa privada no Brasil. É o setor privado o verdadeiro motor do País. Precisamos de empresas fortes para gerar mais emprego, melhores salários para assim reduzir o peso social que recai sobre o Estado.
Sobre a situação brasileira, recomendo a leitura abaixo:



18/11/2010
Clima econômico no Brasil piora entre julho e outubro, segundo a FGV
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Índice de Clima Econômico do Brasil reduziu-se de 7,3 para 6,8 pontos entre julho e outubro deste ano, segundo pesquisa divulgada hoje (18) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É a menor pontuação desde julho de 2009, quando havia atingido 5,5 pontos. O índice atribui notas de 1 a 9 à economia dos países, com base nas opiniões de especialistas sobre a situação atual e sobre a expectativa para os próximos seis meses.
O Índice da Situação Atual no país caiu de 8,4 para 7,9 pontos entre julho e outubro deste ano. Já o Índice de Expectativas, há quatro trimestres em queda, passou de 6,1 para 5,7 no mesmo período. Mesmo com esse quadro, a FGV considera que o Brasil se mantém na fase de boom (quando os dois subíndices estão acima de 5,0 pontos).
O resultado brasileiro manteve a tendência dos índices de Clima Econômico da América Latina, que caiu de 6,0 para 5,8 pontos, e mundial, que diminuiu de 5,7 para 5,5 pontos.
Entre os 11 países da América Latina pesquisados, o Brasil tem o quarto melhor Índice de Clima Econômico, ficando atrás do Chile (7,5 pontos), Peru (7,1) e Uruguai (7,0) e empatando com a Colômbia. O país fica à frente do Paraguai (6,5), da Argentina (5,9), Bolívia (5,6), do Equador (5,2), do México (5,2) e da Venezuela (2,5).
Entre o Bric (Brasil, Rússia, China e Índia), o país fica atrás da Índia (7,9 pontos), mas à frente da Rússia (5,7) e da China (5,0). O Brasil também fica à frente de países desenvolvidos como a Alemanha (6,7), os Estados Unidos (4,9), o Reino Unido (4,9), a França (4,3) e o Japão (3,2), além da União Europeia (5,3).
O estudo, coordenado internacionalmente pelo instituto alemão Ifo, divide em quatro as fases econômicas de cada país. Além doboom, há as seguintes fases: recessão (quando os dois subíndices estão abaixo de 5,0 pontos), piora (quando o subíndice sobre a situação atual está acima de 5,0 e o de expectativas fica abaixo) e recuperação (quando as expectativas são maiores que 5,0 e a situação atual situa-se abaixo).
Edição: Juliana Andrade

Presença do Brasil na África

O governo brasileiro investe no desenvolvimento da África gerando emprego no Brasil. Como já defendi no plenário do Senado, precisamos ajudar a impor um modelo ambiental e econômico na África, continente que tem uma das maiores coberturas vegetais do mundo e que hoje vem sendo devastado por interesses econômicos internacionais.
O modelo brasileiro não é colonialista e gera riquezas para brasileiros e africanos.
Vejam matéria abaixo:



17/11/2010
Banco do Brasil vai financiar agricultores africanos que queiram comprar máquinas brasileiras
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A partir do próximo ano, os agricultores da África poderão comprar máquinas, tratores e equipamentos do Brasil, com assistência técnica, financiados pelo Banco do Brasil. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou hoje (17) a concessão de empréstimos para o programa Mais Alimentos.
Para 2011, o programa prevê liberar US$ 240 milhões em novos financiamentos. Em 2012, o limite chegará a US$ 400 milhões. Segundo o secretário executivo da Camex, Hélder Chaves, Gana e Zimbábue serão os primeiros países beneficiados, mas os empréstimos poderão ser concedidos a produtores de todo o Continente Africano.
Na reunião de hoje, a Camex também autorizou o governo a reduzir o imposto de importação para países pobres, principalmente da África e da Ásia. A proposta atende a um projeto da Organização das Nações Unidas (ONU) para estimular as exportações dos países de baixo grau de desenvolvimento econômico e social.
Com a nova regra, o Brasil poderá zerar o Imposto de Importação de determinados produtos desses países. Mas, antes, a proposta será analisada pela Casa Civil, que decidirá se encaminha um projeto de lei ou uma medida provisória ao Congresso nesse sentido.
De acordo com Chaves, caso algum produto nacional saia prejudicado pelas importações mais baratas, o Brasil poderá estabelecer medidas de salvaguarda. “Se houver um movimento bruto de importações, a Camex tomará todas as providências”, garantiu.
As salvaguardas são medidas temporárias de proteção comercial aplicadas a importações de produtos determinados, independentemente da procedência, e só podem vigorar durante o período necessário para reparar o dano aos produtores internos.
Edição: Vinicius Doria
 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Artes plásticas de Ji-Paraná no Senado Federal


Foi inaugurada na manhã de hoje (17) a exposição Artistas Brasileiros – Novos Talentos 2010, no Senado Federal, composta de obras de artistas plásticos indicados pelos senadores para representar cada Estado da Federação. Na sexta edição, o senador Acir Gurgacz (PDT/RO) indicou o jovem talentoso Alan Vinícius da cidade de Ji-Paraná, que apresentou a tela pintada a óleo cujo nome é Barco à Beira Mar.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A BR-319 e o desenvolvimento da região amazônica



Comentei hoje no Senado Federal que Rondônia precisa urgentemente da liberação das obras da BR-319. A chamada estrada-parque facilitará o fluxo entre Porto Velho e Manaus, e vai criar um novo destino turístico na região.
Abaixo, um trecho do pronunciamento que fiz hoje, terça-feira:


"Rondônia tem mais de seis mil quilômetros de cursos de água navegáveis em cinco grandes rios. Já defendi aqui no Senado a ampliação de nossa rede de portos fluviais e comemorei com o governo federal a inauguração do Terminal Portuário de Humaitá, este ano, junto com a então candidata Dilma Rousseff.
É através das águas do rio Madeira chegam a Rondônia também as balsas com combustíveis oriundos da refinaria da capital do Amazonas. Em época de rio cheio, o transporte é feito com tranqüilidade e bastante economia. Mas nem sempre é assim. Há poucos dias uma viagem dessas balsas de Manaus até Porto Velho vinha levando cerca de duas semanas, e isso acabava afetando diretamente no bolso do rondoniense. Não foram poucas as vezes em que o preço alto dos combustíveis estamparam as manchetes dos jornais locais.
Imaginem as senhoras e senhores como é alto o custo das mercadorias que são necessariamente transportadas por via fluvial na época da seca, não apenas o combustível, com todo esse tempo de viagem. Apesar de o transporte fluvial ser um meio de baixo custo, com os rios apresentando baixo calado o transporte fica mais lento e os gastos operacionais aumentam, fazendo com que o preço dos produtos suba muito, tanto em Manaus quanto em Rondônia.
Além disso, esse tempo todo de traslado prejudica também o envio de produtos perecíveis produzidos em Rondônia, que deixam de abastecer, durante um bom tempo, o mercado de Manaus. Essa situação, que se repete todos os anos, senhor presidente, representa um grande prejuízo para o meu Estado, e tudo isso acontece porque não temos uma estrada entre Porto Velho e Manaus.
É até difícil de acreditar que estamos ainda, nos dias de hoje, vivendo um impasse da reconstrução da BR-319. É mais complicado ainda explicar para as populações de Rondônia e do Amazonas, e também para os turistas que vão visitar a região, o porquê de não existir uma estrada que permita o tráfego local e o contato com exuberância da natureza da região."

Campanha contra a violência

O SGC iniciou, no final de semana, a veiculação de VTs, áudios para rádio e anúncios de jornal da campanha "Eu sou contra a violência. E você?". A iniciativa conta com a participação dos colaboradores e realizará eventos para discutir o tema, a fim de encontrar soluções para esse problema que afeta não somente o povo de Rondônia, mas pessoas de todo o Brasil.
Primeira peça gráfica da campanha do SGC



No blog da Miriam Leitão



Concordo com o que diz a Miriam Leitão em seu blog, sobre empreendedorismo. Confira abaixo a abertura do texto e depois o link com os vídeos.

Bom Dia Brasil

Empreendedorismo é fundamental na economia

No Brasil inteiro, nas grandes cidades, milhões de pessoas têm que acordar de madrugada para chegar ao trabalho. Por isso, investimento em transporte público coletivo é fundamental. Hoje, grandes metrópoles no mundo inteiro estão encontrando formas de tornar o transporte mais ágil e confortável e nem tudo é metrô.
Corredores para ônibus, novos ônibus, novas formas de organizar o transporte são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e aumentar a produtividade do trabalhador. Outra questão importante é o incentivo ao empreendedorismo. É dessa atitude de aprender para depois arriscar num negócio próprio que vive a economia. Ao governo, cabe apoiar com informações e redução de impostos e burocracia para abrir negócio próprio.
Vejam abaixo a reportagem especial do Bom Dia Brasil sobre o tema, e meu comentário, mais abaixo.

O link com os vídeos para as entrevistas
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2010/11/16/empreendedorismo-fundamental-na-economia-341131.asp

Capacidade de reação


O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado há duas semanas, leva em consideração três itens: educação, saúde e qualidade de vida. São, sem dúvidas, referências do estado de desenvolvimento no qual se encontra uma população. Esses itens são influenciados, numa relação de causa e efeito, diretamente por uma das maiores mazelas de praticamente todas as sociedades modernas: a violência urbana.
A violência é resultante de um sistema educacional fraco (entre outros motivos), assim como afeta as estatísticas de saúde e altera a qualidade de vida de qualquer cidadão. Isso porque é impossível ficar imune aos efeitos negativo da simples divulgação de homicídios, assaltos e todo tipo de violência. Muitas vezes ouvimos dizer que até mesmo ficamos “anestesiados” com esse tipo de informação, chegando ao ponto de nem percebermos mais quando acontece algo assim ao nosso redor, quando aparece em manchetes de jornais e na televisão. Mas isso, sem dúvidas, já é o resultado desse efeito negativo. Estar anestesiado à dor do próximo, da sociedade como um todo, é indesejável.
Quando a sociedade perde a capacidade de se organizar para reclamar, criticar, demonstrar indignação e reivindicar, é como se uma pessoa perdesse sua própria visão, a fala e a capacidade de se locomover. Uma sociedade desorganizada e inerte é um apenas um grupo de pessoas sem destino, sem ação.
Quando o Sistema Gurgacz de Comunicação (SGC) dá a partida à campanha “Eu sou contra a violência, e você?” atua como uma mola pronta para impulsionar a sociedade, a motivá-la a fazer alguma coisa. Mas que coisa?
Precisamos ter a capacidade de mobilização, de reconhecer nossos problemas e nos organizar para debater e chegar às conclusões necessárias. O povo tem seus representantes eleitos, mas precisa estar pronto para os momentos em que sua opinião pode e deve ser ouvida.
Além disso, é com a mobilização da sociedade que os paradigmas são mudados, que comportamentos podem ser alterados em benefício do bem coletivo. É óbvio que ninguém mais agüenta a insegurança ao sair do trabalho, da escola ou da faculdade à noite e ficar na dúvida se chega em casa ou não. Nenhum pai, nenhuma mãe suporta mais a tensão de esperar seus filhos chegarem da aula, na inquietação de não saber se estão bem, se aconteceu alguma coisa de ruim com eles. A sociedade não suporta mais os altos índices de violência no trânsito e na banalização das agressões entre as pessoas, que por qualquer motivo mínimo já apelam a atitudes animalescas.
Os números que aparecerão ao longo da campanha “Eu sou contra a violência, e você?” são inquietantes mesmo. São duros de assimilar. São vergonhosos. Mas precisam ser mostrados da forma como a campanha pretende fazer: com calma, repetidamente, provocando a reflexão. Uma manchete é ocupada por outra, no dia seguinte, revelando novos escândalos, outros crimes, fazendo-nos esquecer de que precisamos fazer alguma coisa. No entanto, à imprensa cabe, às vezes, o papel de incomodar para fazer pensar.
Pensemos, então. Uma boa semana para todos e bom feriado na segunda-feira.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Confúcio no Paraná

Nosso governador eleito, Confúcio Moura, e o vice, Airton Gurgacz esteve no Paraná observando experiências de sucesso na educação. Abaixo o registro da viagem.


Governo

Governador eleito de Rondônia quer adotar programas sociais do Paraná - 11/11/2010 19:30

O governador eleito de Rondônia, Confúcio Moura, e o vice Airton Gurgacz vieram ao Paraná para conhecer alguns dos programas sociais do Estado considerados referência para o Brasil. A apresentação dos programas foi realizada nesta quinta-feira (11), no Palácio das Araucárias, sede do governo do Estado, em Curitiba.

“O Paraná está abrindo os braços para um modelo novo de inclusão. Aqui tudo é bem feito com a mão na massa e com a prática da inclusão social através de ações ativas. Vim aqui para buscar um pouco de ações importantes vendo que coisas pequenas multiplicadas e repetidas conseguem dar um bom resultado para o Estado a para o país”, afirmou Moura.

Foram apresentados ao governador de Rondônia os programas: Patrulha Rodoviária Rural, Irrigação Noturna, Luz Fraterna, Leite das Crianças, Paraná em Ação, Ressocialização de Jovens Infratores, Projeto Povo e Universidade sem Fronteiras.

Dos programas apresentados, o Universidade Sem Fronteiras foi o que mais chamou a atenção de Moura. “Achei extraordinária a capilaridade que leva universitários para interagir na prática com as comunidades mais carentes, incorporando remuneração em forma de bolsas aos estudantes e promovendo a interiorização do desenvolvimento”, avaliou.

Em relação a outros programas paranaenses que ele considerou prioritários para implantação em Rondônia, Moura citou aqueles voltados para geração de emprego e renda, como o de Microcrédito, Trator Solidário e isenção de impostos para micro e pequenas empresas.

“São grandiosos programas de incentivos fiscais. Eles são muito revolucionários e chamam um grande segmento da população brasileira para um Brasil que não se conhecia, um Brasil com dinheiro”, disse ainda Moura.

O secretário-chefe de gabinete do governador Orlando Pessuti - André Pegorer - relatou que o convite para que Moura viesse ao Paraná partiu de um encontro entre Moura e Pessuti, ocorrido em Brasília, nesta semana.

“É uma experiência muito boa para todos nós e o Governo do Paraná se sente honrado em poder dividir com Rondônia suas experiências e resultados do trabalho desenvolvido nos últimos oito anos”, afirmou Pegorer.

O secretário-chefe de gabinete disse também que Rondônia tem uma característica peculiar: perto de 30% da população é composta de pessoas que saíram do Paraná. “Então essas experiências devem servir para dignificar aquele povo que também é um povo paranaense”, destacou.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Visita Jaqueline Goes (Costa Marques)

Recebemos aqui no gabinete, em Brasília, a visita da prefeita Jaqueline Goes, de Costa Marques. Discutimos projetos para a cidade. Estamos sempre aqui, dispostos a atender os representantes do povo rondoniense e, principalmente, todos os nossos amigos de Rondônia.

Minha visão sobre o ambientalismo internacional


Hoje em dia muito se fala de mudanças climáticas e do aquecimento global.  Está generalizada a crença de que as calotas polares e as geleiras das cordilheiras estão derretendo e os mares poderão se elevar e invadir as terras. Falam que todas as grandes tempestades, inundações, furacões, ciclones, etc., são alterações do clima que era normal antes e que só agora está mudando.
Há uma tendência generalizada de relacionar todas as mudanças climáticas ao alegado aquecimento global, que seria causado pelas atividades humanas, pelas emissões de gás carbônico, pela queima de combustíveis fósseis e por gases gerados quando se derrubam florestas e se fazem queimadas.
Isso, hoje em dia, é o cerne do ambientalismo internacional, e quero analisar dois aspectos que passam despercebidos:  
·                   o primeiro é o da estrutura  ideológica política perigosa, na qual se transformou no ambientalismo internacional  ;
·                   e o segundo é o aspecto de deficiências graves de planejamento estratégico, que sem isso o movimento  torna-se inaceitável e anti-humano, como  demonstrarei.
De antemão afirmo que somos a favor da conservação do meio ambiente e defendemos melhores maneiras fazer isso para as futuras gerações. Falaremos de uma maneira brasileira de cuidar do meio ambiente, com luz própria, sem influências internacionais.
Primeiro, analisemos o ambientalismo internacional como uma  ideologia política perigosa.
Os conceitos, as estratégias e o planejamento do ambientalismo internacional não surgiram espontaneamente, como resultado de um processo científico discutido abertamente pela comunidade científica.  Ao contrário, houve, e ainda há, esforços intencionais, das grandes potências, para servir a propósitos pré-estabelecidos, seguindo uma estratégia de moldagens de crenças e de criação de um dos maiores paradigmas da atualidade. Isto dá ao movimento a estrutura de uma ideologia política imposta ao mundo.
Muitos pensarão: “mas se esta ideologia é para proteger o meio ambiente contra catástrofes climáticas, está correto que as grandes potências imponham metas e normas para proteger todo o mundo”. Este seria um raciocínio correto, mas, justamente, por ser uma ideologia, corremos o risco de equívocos perigosos.  Ideologias muitas vezes não seguem a lógica, os planejamentos e a ciência de maneira correta, por servirem a interesses políticos e econômicos.
Analisemos então a armação das duas principais premissas do ambientalismo internacional para estruturar esta moldagem de crenças, este paradigma do aquecimento global concluímos:
·                   Premissa 1 - “Há um perigo alarmante, maior que todos, que é o do aquecimento global” - Com isso foi criado o temor generalizado ante uma ameaça global. 
·                   Premissa 2 - “Este aquecimento global está sendo causado pelas emissões de gases de efeito estufa, principalmente o gás carbônico, resultantes da atividade humana”
n                A primeira conclusão seria: “O controle das emissões de gases é, portanto, a ação mais importante do mundo, mais importante do que o combate à miséria e do que o desenvolvimento sócio-econômico dos países pobres.”
n                A segunda conclusão seria: “Há que se criar estruturas supranacionais de governança mundial, porque os países pobres não têm condições de cuidar do meio ambiente”.
Como o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, havia prometido que conseguiria na Conferência de Copenhague (COP 15): um enorme avanço no reforço de estrutura de governança mundial.
A COP 15 foi uma decepção em termos de metas definidas de redução de emissões porque as grandes potências não se comprometeram a nada; e também em termos de ajuda econômica para os países em desenvolvimento, o que também não aconteceu. Por outro lado, as grandes potências não perderam a oportunidade de:
1.                estruturar  a rede burocrática para governança mundial com contratação de mais 700 novos agentes, com altíssimos salários;
2.                criar taxas de transporte para aviões e navios;
3.                criar um comprometimento mundial dos países ricos:  de US$ 10 bilhões por ano até 2012 , US$ 50 bilhões por ano até 2015 e de US$ 100 bilhões por ano até 2020.
4.                definir uma colossal taxação de 2% sobre todas as  transações financeiras: a qual vai para o FMI e Banco Mundial.
Os ESTADOS UNIDOS chegaram em maio passado ao cúmulo de publicar um projeto que se chamou “Farms here Forests there” “Fazendas aqui (nos USA) e Florestas lá” (no Brasil), estudo patrocinado pela Associação Nacional dos Fazendeiros e pela ONG Parceiros Contra o Desmatamento. Este estudo se baseia na estratégia de diminuir a expansão de vendas internacionais de alimentos brasileiros, para aumentar os preços praticados por eles no mercado internacional. Calcularam um ganho adicional de US$ 80 bilhões na renda agrícola americana, dos quais nos dariam uma compensação – a mínima possível. Seria uma gorjeta em dólares, para nós, aqui, acatarmos pressões ambientalistas para diminuir a nossa produção e o nosso desenvolvimento.
É como querer transformar o Brasil num fundo de quintal do mundo para ser preservado, para que as grandes potências possam continuar produzindo, mesmo que seja à custa de elevar os preços de alimentos no mundo devido à queda na produção.
Estamos, desta forma, vendo claramente como também há interesses financeiros por trás do ambientalismo.
E isso nos leva a uma nova questão: afinal, o aquecimento global está acontecendo ou não?  Os seres humanos são mesmo responsáveis por essa mudança climática?
Eu evitarei ousar entrar nesta controvérsia porque é matéria científica e complicada, que deveria ser objeto de uma Conferencia Científica Mundial. Não podemos fechar esta questão, mas devemos lembrar que a grande mídia não publica a existência de uma controvérsia científica muito séria a respeito desse aquecimento. Há trabalhos científicos de milhares de cientistas que contrariam as afirmações do ambientalismo internacional.
Quero, no entanto, ater-me à distorção lógica, ao erro de raciocínio, no qual incorre o ambientalismo, haja ou não haja  o aquecimento global, pelo fato de exagerar em sua estrutura de ideologia política, o que o faz divorciar-se da verdade.
Isto está claro se pensarmos que haja ou não o aquecimento global, seja ou não causado pelo homem, nada, de nenhuma maneira, justifica o erro colossal de lógica do ambientalismo de menosprezar o ser humano como parte da natureza a ser conservada. Temos cerca de 6,7 bilhões de seres humanos, animal mamífero que evoluiu na natureza, junto com todos os outros seres vivos – portanto pertence a ela. Qualquer esforço em proteger a natureza deve cuidar também do ser humano.
Outro exemplo de distorção lógica: os ambientalistas propagam estar defendendo as gerações futuras, mas não defendem a geração de hoje, que não sabe como sobreviver até a semana que vem. Ou seja: o ambientalismo internacional baseia seu discurso na preservação da vida, alegando preocupação com as gerações futuras, mas na prática não faz nada agora e morrem hoje 16.000 crianças por dia (5,8 milhões por ano) de efeitos diretos e indiretos da fome, que afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo. Ao mesmo tempo, a falta de saneamento básico, problema ambiental mais sério do mundo, atinge 40% da população mundial, causando a morte de mais 2,3 milhões de crianças por ano. Isso é um sintoma que mostra como interesses capitalistas internacionais induzem a distorções de lógica, neste caso denunciando até um sinal da decadência da nossa civilização.
Outra incoerência: o ambientalismo quer restringir aqui as emissões de gases, mas as grandes potencias não param de emitir os mesmos. Há 18 anos não se comprometem a nenhuma redução. Os Estados Unidos afirmam que dependem de uma comprovação científica da real necessidade da redução de emissões com aprovação do Congresso. A Europa disfarça e não se compromete. Enquanto isto, criam formas de comprar reduções de emissões do terceiro mundo, como o crédito de carbono.
O segundo aspecto das deficiências graves do ambientalismo é quanto ao seu planejamento. Sem isso o movimento se torna inaceitável e anti-humano. Esse planejamento é uma ferramenta que possibilita atingir metas e para isso tem que contar com:
1º. Conhecimento dos fatores envolvidos
2º. Conhecimento dos seus relacionamentos de causa e efeito
3º. Uso de estratégias corretas para as ações, a fim de atingir resultados, sempre se ajustando para continuar com sucesso.
O ambientalismo internacional vem cometendo erros crassos de planejamento, como demonstraremos  com exemplos concretos:
1.                O Planejamento estratégico do ambientalismo, ao não atacar o problema básico da pobreza e da miséria, cria automaticamente a destruição da natureza, por atividades não sustentáveis dos mesmos, nas fronteiras de expansão agrícola, nas bordas das Unidades de Conservação. Com miséria não se consegue conservar a natureza. Os países em desenvolvimento têm maior porcentagem de pobreza, logo seriam mais vulneráveis a mudanças climáticas, e merecem, com prioridade, estratégias de combate à pobreza, antes de tantas medidas de restrição de emissões.
2.                Querem restringir o desmatamento e não fazem nada para melhorar a renda e a sustentabilidade dos pequenos produtores rurais, os quais, por exemplo no Brasil,  são as únicos que estão ainda fora de controle quanto ao desmatamento: desmatam por pobreza, ou acabam expulsos, para o êxodo rural.   
3.                Querem mudar a matriz de energia, só que mais de TRÊS QUARTOS da população mundial, por pobreza, dependem de carvão vegetal, lenha e esterco como fontes de energia. Sem energia à base de combustíveis fosseis, não haverá esperança de combate à pobreza, pelo menos nos próximos 50 anos. As alternativas de matriz energética são caríssimas, inviáveis até para os ricos. O Brasil, que tem 90% de energia elétrica a partir de hidrelétricas, sofre pressão terrível para não fazer mais usinas... Energia nuclear o ambientalismo também não quer, o que então mostra também seu planejamento incoerente.      
4.                Várias das corporações econômicas que apóiam as ONGs que pressionam para desmatamento zero aqui no Brasil estão, hoje em dia, promovendo desmatamentos massivos na África. Restringem aqui, desmatam na África e não fazem nada para recuperar as coberturas vegetais nativas naquele continente, assim como na Europa (0,3%) e nem nos Estados Unidos (23%).
O Brasil tem uma expressão diplomática crescente nos foros mundiais, mas agora o País merece colocar toda a sua personalidade na questão do meio ambiente. A nossa aposta é de que o Brasil vai se desatrelar totalmente das influências internacionais para expressar sua soberania nessa questão.
O Brasil deve continuar com as metas de desmatamento ilegal zero, mas em conformidade com nosso Zoneamento Econômico Ecológico, feito à luz de nossa própria ciência, porque nos interessa como nação brasileira, pelo valor da biodiversidade, por motivos conservacionistas e não pela pressão que nos impõem.
Demonstraremos à opinião pública internacional que temos uma extraordinária capacidade técnica e científica e que não necessitamos a imposição de um ambientalismo internacional errado e mal planejado. Nossa proposta é por um planejamento correto para o problema de conservação do meio ambiente harmonizado com desenvolvimento sustentável:
Propomos primeiro que haja um esforço honesto e consistente para a solução da controvérsia científica a respeito das premissas do aquecimento global, se está havendo ou não. A exemplo dos Estados Unidos, que exigem esta solução para se comprometerem a qualquer redução de emissões. Em segundo lugar exigiremos a inclusão mais clara do ser humano na estratégia ambientalista.
Priorizaremos a sustentabilidade ambiental com sustentabilidade social e sustentabilidade econômica.
Com tudo isto, teremos certeza que não ameaçaremos o clima do planeta e sim daremos exemplo de desenvolvimento sustentável e em conservação da natureza. Somos a 2ª maior reserva de floresta nativa do mundo e as emissões per capita do Brasil são irrisórias.
Desta forma, priorizaremos o que é urgente: o ser humano e o desenvolvimento sustentável sob a luz da ciência e da tecnologia brasileiras. Trataremos de impulsionar o desenvolvimento, à toda força,  com recuperação de áreas degradadas.
Temos a possibilidade histórica de ser o principal protagonista desta tomada de consciência mundial. Esta é a grande quebra de paradigmas que nos permitirá fazer o bem à humanidade.

Solução e desenvolvimento


Como fazer a educação melhorar, a saúde melhorar, o saneamento básico melhorar, a segurança melhorar, tudo ao mesmo tempo?
Reforma tributária já, reduzindo impostos sobre a produção, melhorando o consumo, o emprego e a divisão de renda.
Isso reduz o peso social sobre o governo, que pode se dedicar ao que realmente interessa, que é fomentar o desenvolvimento.
O Estado não precisa suprir todas as necessidades da população, mas sim trabalhar para que as pessoas não tenham tais necessidades.
Ou seja, um país realmente desenvolvido não precisa se preocupar com um programa como Bolsa Família exatamente porque ninguém precisa dele.
Hoje precisamos de programas assim, mas o objetivo é não precisarmos mais disso no futuro.


Trecho abaixo será de pronunciamento que farei hoje:
"medida, que deve ser debatida já pelo país é uma Reforma Tributária imediata. Uma Reforma Tributária que seja capaz de reduzir a carga de impostos sobre a produção, que viabilize uma maior geração de empregos e distribuição de renda, assim como um maior impulso ao consumo. Tenho destacado essa necessidade aqui no plenário do Senado e julgo ser uma ação mais do que eficaz para que possamos enfrentar uma guerra cambial como a que estamos vivendo hoje, quando com o dólar baixo, o nosso produto perde a competitividade muito rapidamente. Se temos uma GORDURA a ser cortada para reduzir o nosso CUSTO BRASIL e deixar os nossos produtos mais atraentes mesmo em tempo de dólar fraco, essa GORDURA é exatamente dos impostos.
Como o próprio presidente Lula disse ontem, em Moçambique, os países ricos deveriam aprender conosco como superar a crise, com as medidas que nosso governo tomou para enfrentar a crise econômica de 2008. Uma das medidas foi reduzir impostos para aumentar o consumo e a circulação da moeda. Pois então, é essa lição que temos que reativar a partir de agora, porque ela não é uma necessidade sazonal, mas sim algo a ser considerado de agora em diante.
O desenvolvimento econômico é fundamental para superarmos as nossas deficiências sociais, em educação, em saúde, em saneamento básico e em distribuição de renda. Não podemos mais pensar que as soluções para os problemas brasileiros estejam única e exclusivamente em medidas sociais governamentais, mas sim no impulso em todo o sistema, de uma só vez. Uma reforma tributária que reduza impostos de forma inteligente vai ser capaz de contemplar tudo isso, pois aquecerá a economia brasileira, servirá como um empurrão em um objeto que já está andando em certa velocidade."

Economia com software livre


Sou a favor de estimular o desenvolvimento de softwares livres. Acho que o Brasil tem um grande potencial no setor de informática. Temos pólos importantes e que podem ter muito apoio do Estado para desenvolver. Por isso fico satisfeito com a notícia abaixo:


Software livre deve gerar economia de R$ 500 milhões ao país

Lúcia Nórcio
Repórter da Agência Brasil

Foz do Iguaçu (PR) – A utilização do software llvre (programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição) por empresas do governo federal  deve gerar até o fim deste ano uma economia aos cofres públicos de R$ 500 milhões.

“São recursos que deixaram de ser gastos em compra de licenças de softwares proprietários desde a adoção do programa em 2003”, disse à Agência Brasil  Djalma Valois, assessor da diretoria do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) da Casa Civil da Presidência da República.

Ele adiantou que em janeiro do próximo ano o governo vai realizar um novo levantamento para atualizar o total economizado, mas acredita que será muito próximo ao valor projetado.

Durante a sétima edição da Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware 2010 – que reúne em Foz do Iguaçu até amanhã (12) cerca de 2,3 mil participantes -, será apresentada uma das iniciativas do governo no setor, os cursos realizados pelo Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento (CDTC), do ITI, que oferecem quase 400 mil vagas para empresas.

“Atualmente estão matriculados 77.247 alunos de 8.475 empresas, de 2.340 municípios brasileiros”, informou Valois. Segundo o assessor, na conferência será mostrado o processo de formação do CDTC e os atuais acordos com países da America Latina, que têm como objetivo repassar a experiência do Brasil para os demais países do Mercosul.