terça-feira, 5 de abril de 2011

Nossa visita ao canteiro de obras da usina de Jirau


Na segunda-feira estivemos, junto com membros da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), reunidos com os trabalhadores dos canteiros de obras da usina hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho. Lá os trabalhos estão paralisados há duas semanas, quando trabalhadores incendiaram veículos, equipamentos e alojamentos.
Durante a visita, destacamos que a Superintendência Regional do Trabalho em Rondônia (STR-RO) fez diligências no canteiro de obras nos momentos de crise e destruição, e já realizou duas reuniões de entendimento entre trabalhadores e as empresas do consórcio construtor da usina de Jirau. Os trabalhadores da usina de Santo Antonio já retornaram ao trabalho depois de acordo firmado com o consórcio de empresas que toca aquela obra. Mas a situação de Jirau ainda continua indefinida, já que o consórcio de empresas aguarda decisão da Justiça para retomar os trabalhos. O canteiro de obras de Jirau está sendo protegido por homens da Força Nacional.
A SRT-RO está atenda para assegurar os direitos trabalhistas e mediar as negociações, e a Polícia Federal e a Polícia Civil de Rondônia estão investigando as reais causas da revolta e da destruição dos alojamentos e veículos. Por isso que eu digo que é imprescindível que se levante os reais motivos que levaram ao motim e a paralisação das obras em Jirau, que os responsáveis sejam penalizados, e que o governo tome uma atitude mais enérgica diante de toda a situação, exigindo mais segurança, respeito aos direitos trabalhistas e o cumprimento dos prazos.    
As obras do Rio Madeira são as maiores em andamento no país e estão integradas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), envolvendo ambas bilhões de reais em dinheiro público, não poderiam estar sujeita a situações como essa. O governo federal, grande financiador dos recursos para as construções das usinas, tem que ter o controle da situação e arbitrar o conflito. 

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